terça-feira, 7 de junho de 2011

Breve olhar sobre a Cidade Morena

Liderar a administração de uma Capital como Campo Grande exige, ao mesmo tempo, mãos firmes na direção de uma máquina portentosa e sensível, olhos atentos no horizonte do 'futuro' além das próximas curvas - das próximas décadas, na verdade - e absoluta aplicação no gerenciamento do painel de controle.

Ante esse nível de exigência, sobra pouquíssimo tempo para uma rápida olhada no retrovisor. Sem contar que na complicada via expressa da administração de uma metrópole regional, como a nossa 'Cidade Morena', são raras as 'áreas de escape', onde o piloto da máquina pública estacione em segurança, para breve contemplação.

Antes que me perguntem, devo dizer que estou absolutamente à vontade no comando desta magnífica máquina, hoje muito mais motivado e seguro, pois conheço as engrenagens - assim como os níveis de pressão e a potência das demandas sociais - de cuja existência o piloto estreante dos primeiros dias de mandato apenas suspeitava.

Com a vivência construída mais pela intensidade das provas - 'provações' - do que pelo 'tempo nas pistas', devo dizer que dirigir Campo Grande configura a mais extraordinária experiência e o maior desafio com que me brindou a vocação de homem público. Mais ainda porque a população desta Cidade, pela livre manifestação do voto, renovou, por folgada maioria, a minha 'licença de piloto' por mais um mandato. Que estou honrado com todas as minhas forças.

Com a metáfora automobilística, reverencio a Stock Car, cuja quinta etapa foi disputada em Campo Grande no último dia 5, e que pôs nossa Capital no circuito nacional dos grandes eventos esportivos. Mas é óbvio que, ao estacionar brevemente nessa ‘área de escape’, quero fazer uma rápida panorâmica sobre o sistema viário de nossa Capital.

Com o justificado 'orgulho moreno', assinalo que as obras viárias - em boa parte 'ecoviárias', como veremos à frente - realizadas nos últimos anos, mais aquelas ainda em curso, projetam Campo Grande como líder em investimentos públicos em infraestrutura de transportes.

O privilégio de estar à frente dos destinos de Campo Grande, nestes anos inaugurais do Século XXI, colocou-me o desafio de implantar e operar as conexões viárias estratégicas e as demais intervenções urbanísticas decisivas para conferir à Cidade a perenidade de sua condição de espaço da plena Cidadania.

Via Morena, Orla Morena, Imbirussu/Serradinho, Marginal do Córrego Lagoa, Urbanização do Córrego Cabaça e Complexo Segredo são hoje referências urbanísticas que se confirmam como um conjunto de obras e intervenções, cuja complementaridade e integração vão assegurar a Campo Grande, em breve, um dos mais eficientes sistemas viários dentre as capitais brasileiras. Especialmente com a conclusão do Macro Anel Viário.

Contudo, o que confere maior importância a esse conjunto de intervenções urbanísticas sem precedentes em Campo Grande são suas características especialíssimas, de generosa interação urbano-ecológica.

Ao mesmo tempo em que asseguramos a infraestrutura viária que conecta Campo Grande com o futuro – e que já é presente – de interação cada vez mais amena e humana entre o cidadão e a cidade, estamos implantando o maior sistema de preservação ecológica urbana do Brasil, associada a saneamento.

A efetiva anexação de centenas de hectares dos chamados ‘fundos de vale’, garantindo a preservação absoluta de fauna, flora, nascentes e ‘veredas’ de ecossistemas até há pouco sob risco, nos permitiu assegurar a Campo Grande a liderança na implantação dos chamados ‘Parque Lineares’ – uma das iniciativas urbanísticas contemporâneas mais festejadas.

Assim, se a retirada dos trilhos da velha e heróica NOB do centro propiciou a implantação da Via Parque, fundindo modernização viária a um corredor de lazer e cultura, os fundos de vale transmutados em parques Lineares asseguram, em definitivo, a Natureza como patrimônio urbano.

Em ambos os casos, os investimentos na valorização do ser humano – pela via do resgate e humanização de seus espaços – resultaram, também, em valorização financeira sem precedentes de imóveis no entorno desses parques e vias.

É essa instigante visão panorâmica que pretendo dividir, nos próximos artigos, com cidadãos de Campo Grande e de todo o Mato Grosso do Sul, já que a Capital é patrimônio – e orgulho – de todo o Estado.

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